Com o fotógrafo, escritor e colunista ROGER CIPÓ, com a participação especial da psicóloga e sexóloga Ana Canosa.

O episódio #18 do almasculina” traz uma conversa com o fotógrafo, escritor e colunista Roger Cipó (@rogercipo) fala sobre patriarcado, candomblé, fotografia, racismo… Sempre relacionados à sua visão sobre as masculinidades.

A psicóloga e sexóloga Ana Canosa (@anacanosa) é a nossa convidada no “Lugares Comuns”, quadro que dá voz a especialistas, gente que pesquisa e entende muito do assunto, explicando termos, conceitos e ampliando a nossa visão sobre tópicos mais específicos.

Ouça aqui o episódio na íntegra:

– Assista à gravação na íntegra com o Roger Cipó e o LUGARES COMUNS, com a Ana Canosa, no nosso canal no Youtube!

– Confira a nossa coluna semanal no nosso blog!

ASPAS

“Sejamos Todos Feministas”, de Chimamanda Ngozi Adichie 

“Existem mais mulheres do que homens no mundo – 52% da população mundial é feminina, mas os cargos de poder e prestígio são ocupados pelos homens” (…) A questão de gênero é importante para que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente. O modo como criamos nossos filhos homens é nocivo: nossa definição de masculinidade é muito estreita. Abafamos a humanidade que existe nos meninos, enclausurando-os numa jaula pequena e resistente. Ensinamos que eles não podem ter medo, não podem ser fracos ou se mostrar vulneráveis, precisam esconder quem realmente são – porque eles têm que ser, como se diz na Nigéria, homens duros. (…) Quanto mais duro um homem acha que deve ser, mais fraco será seu ego. E criamos as meninas de uma maneira bastante perniciosa, porque as ensinamos a cuidar do ego frágil do sexo masculino. Ensinamos as meninas a se encolher, a se diminuir, dizendo-lhes: ‘Você pode ter ambição, mas não muita. Deve almejar o sucesso, mas não muito. Senão você ameaça o homem. Se você é a provedora da família, finja que não é, sobretudo em público. Senão você estará emasculando o homem’. Por que, então, não questionar essa premissa? Por que o sucesso da mulher ameaça o homem? Bastaria descartar a palavra – e não sei se existe outra palavra em inglês de que eu desgoste tanto – ‘emasculação’. (…) O problema da questão de gênero é que ela prescreve como devemos ser em vez de reconhecer como somos. Seríamos bem mais felizes, mais livres para sermos quem realmente somos, se não tivéssemos o peso das expectativas”.

ESCUTA AQUI

ROGER CIPÓ indicou:

Livro “Diálogos Contemporâneos Sobre Homens Negros e Masculinidade”, organizado por Henrique Restier e Rolf Malungo de Souza:

A proposta deste livro que em breve estará em suas mãos se insere na dinâmica entre relações raciais e gênero. O levantamento bibliográfico indica um amplo campo investigativo ainda a ser explorado sobre as masculinidades negras, suas construções e particularidades, sobretudo, no Brasil. Usualmente, as abordagens que relacionam as categorias de raça e gênero recaem sobre o feminino negro. Nada mais legítimo, uma vez que as interrogações sobre gênero, papéis sexuais e as desigualdades que daí advêm, tiveram seu marco teórico no Ocidente com o feminismo, que fomentou a desnaturalização dos gêneros e, portanto, sua historicidade e questionamento. Consequentemente, o objeto principal de suas maiores preocupações incide sobre a mulher branca, enquanto o feminismo negro e o mulherismo africana, na mulher negra, logo, os homens negros e brancos tendem a aparecer em segundo plano nesses arcabouços teóricos. Não obstante, os homens brancos de classe média geralmente são vistos como não possuíssem gênero, como se fossem a referência universal de ser humano, o que não acontece com os homens negros, gays, pobres etc. Esta é uma das razões sobre a necessidade de pesquisas que contemplem masculinidades, destacando marcadores sociais de diferença e seus aspectos relacionais.

Livro “Frantz Fanon – Um Revolucionário Particularmente Negro”, de Deividson Mendes Faustino:

Há mais de cinco décadas de seu falecimento, Frantz Fanon, publicado em diversos países e analisado por destacados estudiosos do pensamento crítico contemporâneo, é, sem dúvidas, um dos intelectuais negros mais importantes do século XX, que atuou como psiquiatra, filósofo, cientista social e militante anti-colonial.Sua obra influenciou movimentos políticos e teóricos em todo o mundo e suas reflexões seguem reverberando em nossos dias como referência obrigatória em diversos campos de estudo. Por isso, em Frantz Fanon – Um revolucionário, particularmente negro, Deivison Mendes Faustino apresenta a trajetória política e teórica de Fanon desde a sua infância na Martinica até a sua participação nos movimentos de libertação na África. Trata-se de uma rigorosa investigação, em que a obra do intelectual martinicano é revisitada com vistas à sua biografia, de forma a oferecer ao leitor brasileiro um panorama mais amplo a respeito do contexto e dos dilemas enfrentados por Fanon no momento de cada escrito seu.

Dois livros de Renato Nogueira:

“Mulheres e Deusas: Como as Divindades e os Mitos Femininos Formaram a Mulher Atual”:

Fortes, intrigantes, resistentes. Os mitos femininos ao longo dos séculos contam um pouco acerca de todas as mulheres. Suas histórias não são diferentes do que vemos hoje: são contos de amor, beleza, ciúme, dominação, revolta. Em mundos governados por homens, as divindades e personagens míticas femininas levantaram as vozes para se impor e conquistar seus espaços. E m Mulheres e deusas, o filósofo Renato Noguera explora as narrativas míticas gregas, iorubás, judaico-cristãs e guaranis a partir de um lugar de fala masculino baseado num diálogo entre pontos de vista femininos e masculinos. Com linguagem acessível, Noguera propõe uma reflexão sobre as emoções e tensões dos lugares reservados ao gênero feminino na sociedade, que nem sempre é “cor-de-rosa” e confortável. Mulheres e deusas é uma oportunidade de experimentar as “vidas” dessas figuras e entendê-las como espelho das mulheres reais. O que as deusas e as figuras míticas femininas têm a nos dizer? O que podemos absorver das histórias de Atena, Oxum, Liríope, Eva e Naiá? Em Mulheres e deusas, Renato Noguera propõe analisar os povos grego, iorubá, judaico-cristão e guarani partindo das histórias dessas personagens. As narrativas apresentadas revelam muito sobre a relação humana do mundo exterior com o interior e sobre as divisões de gênero e a construção das figuras de homem e mulher. Com linguagem acessível e inclusiva, Mulheres e deusas explora a atualidade dos mitos para tentar compreender um pouco mais quem somos e como nossa sociedade se formou. Por meio dos arquétipos, podemos levantar questionamentos que digam respeito ao mundo contemporâneo, como as noções de sexualidade, casamento, beleza e trabalho. A maior proposta de Noguera é revisitar a realidade com um olhar feminino e mostrar o que as divindades ensinam sobre ser e se tornar mulher.

“O Ensino da Filosofia e a Lei 10639”:

A filosofia é privativa da cultura ocidental ou é uma criação do pensamento humano em geral? As culturas africanas e afrodiaspóricas são relevantes para o entendimento da filosofia? Existe filosofia africana e/ou filosofia afro-brasileira? Em caso afirmativo, como elas podem contribuir para o entendimento das relações étnico-raciais? Como o(a) professor(a) pode incluir a filosofia africana e a afrodiaspórica no currículo de Filosofia do ensino médio? Como formar um(a) professor(a) de Filosofia capaz de fazer essa conexão? Estas são algumas das questões que o professor Renato Noguera discute nesta obra, que contém roteiros de reflexão, referências a autores fundamentais e propostas curriculares práticas.

Livro “Canção de Ninar Menino Grande”, de Conceição Evaristo:

Este romance , o quinto de Conceição Evaristo, traz seu primeiro protagonista masculino. Fio Jasmim é um ferroviário negro que coleciona mulheres por onde passa, categorizando-as de acordo as sua vontade. Há, porém, um pequeno twist. A figura de Jasmim se desenha pela lembrança de suas amadas. E se a princípio pode parecer que a masculinidade está no centro da história, logo se vê que é o contrário. O que faz Jasmim existir como personagem é justamente o olhar que essas mulheres têm sobre ele; suas capacidades de vocalizar as marcas deixadas pelo Don Juan.

– E ainda citou:

Livro “O Espirito Da Intimidade – Ensinamentos Ancestrais Africanos Sobre Maneiras de Se Relacionar”, Sobonfu Somé (indicado por Marcelo Jeneci no episódio #17);

O advogado, filósofo e professor Silvio de Almeida;

O professor de História e Filosofia Jonathan Raymundo;

A advogada Winnie Bueno, criadora do “Tinder de Livros”;

E a filósofa Katiúsicia Ribeiro.

– Paulo Azevedo indicou:

Filme Destacamento Blood, do Spike Lee:

Acompanha um grupo de quatro veteranos de guerra afro-americanos que retornam ao Vietnã buscando os restos mortais do líder de seu antigo esquadrão e de um tesouro enterrado, tentando encontrar suas inocentes perdidas pelo caminho. Com um orçamento entre 30 e 40 milhões de dólares, é um dos filmes mais caros de Lee. Disponível na Netflix.

Filme premiado Sócrates, dirigido pelo Alexandre Moratto e protagonizado pelo Christian Malheiros. Após da morte da mãe que o criou, o jovem Sócrates precisa tentar sobreviver sozinho em São Paulo. A dura realidade coloca seus valores e ideais à prova. Um trabalho brilhante do Christian, que inclusive, é um dos protagonistas da série da Netflix, criada pelo Kondzilla, “Sintonia”. “Sócrates” está disponível no Now, Apple TV, Google Play, Youtube e VivoPlay.

– Coluna #12 do blog do almasculina, em parceria com o Culturadoria: Qual é o valor do ensino?

LUGARES COMUNS com a psicóloga e sexóloga Ana Canosa:

Paulo Azevedo: “A ejaculação precoce é o quê e acontece quando? Porque as pessoas ouvem isso e tem tido cada vez mais soluções bizarras na internet, clínicas prometendo milagres…”.

Ana Canosa: “Outra coisa, gente: esse negócio de aumentar o pênis, comprar aparelho pela internet para aumentar o pênis, esquece. Isso não existe. Isso não é regulamentado e pode provocar problemas mais sérios e mais graves. Então, o tamanho do pênis você até tem algumas cirurgias que podem ser feitas por urologistas e tal, mas que aumentam 2cm, mas pra quem tem um micropênis talvez 2cm seja bastante. A gente tava falando sobre os transtornos. A gente tem todas as questões físicas que podem provocar disfunções sexuais e a gente tem todas as questões emocionais que podem provocar disfunções sexuais. Quando eu falo disso, eu tô falando sobre problemas derivados da resposta sexual: desejo, excitação, orgasmo e resolução. Se eu tenho que os problemas nessa resposta recorrentes e persistentes por, no mínimo, 6 meses – isso é critério diagnóstico. Claro que um homem pode ejacular rápido e não conseguir controlar e ir no meu consultório e isso está acontecendo há 6 meses. Isso não significa que a gente não vai trabalhar. Mas como critério diagnóstico, essa disfunção ela precisa ser recorrente pra gente entender se ela é primária ou secundária – só está acontecendo agora. Então, por exemplo, disfunção erétil, problemas de ereção… ‘Nunca tive problemas de ereção, tô tendo agora’. Então, é uma disfunção erétil secundária. Ela é total ou parcial, ou seja, você não tem ereção nunca ou você perde a ereção ao longo da relação sexual? Ela é situacional ou ela é total, ou seja, sempre, acontece em todas as vezes, independente se é na masturbação, no sexo oral, na sacanagem ou na penetração? Ou não: ela só acontece na penetração, na masturbação não tem perda de ereção? Então, quando é feito um diagnóstico você tem que avaliar esses diferenciais. Normalmente, os homens eles têm muito medo de desempenhar mal o seu papel como homens sexuais. As mulheres brocham o tempo inteiro, brocha sempre. Só que ninguém vê. Às vezes, o jeito de tocar no clitóris, que é muito sensível. Você tá ali, de repente, toca de um outro jeito ali e a sua cabeça voou, distração cognitiva, tchau. Acabou, brochou. É porque eu não falo pra você que eu brochei muitas vezes. Agora, o cara quando brocha ele perde a ereção, impacta na penetração. Impacta mesmo. Então, o homem tem muita dificuldade de, por exemplo, mostrar que ele não está a fim de transar. Já começa daí. Ele precisa sempre ter desejo, essa máquina de desejo… Aquela frase que a avó dizia: ‘O seu marido sempre vai querer e vai querer fora do casamento. Então, você tem que transar sempre. Senão, ele vai arrumar fora. Satisfazê-lo. Então, não é uma questão de desejo. Ele tem que ter desejo. Já começa daí. Ai, se ele não tá querendo transar comigo tem alguma coisa aí. É comigo. As mulheres, normalmente, voltam-se pra elas.

Maas tem um monte de coisas que pode dar baixa de desejo em homens: estresse, uso de medicação, uso de medicaçnao antidepressiva – nem todos diminuem a libido, mas muitos deles sim, uso de medicação antipsicótico, medo de falhar, psicologicamente é o pior de fator. Então, o que aconteceu: o cara saiu uma vez, perdeu a ereção. Por quê? Sei lá, era outro homem muito mais gostoso que ele com o pau muito maior. Aí, ele ficou inibido. Porque aquela pessoa é nova e ele precisa de intimidade – porque tem muitos homens que pra fazer sexo, gosta de conexão, ele precisa se sentir mais seguro, de alguém que ele olhe pra ele, que se sinta à vontade. Não é esse cara, máquina sexual, que vai enfiando em todo mundo. Nessa relação que ele tava, ele não sentiu intimidade, perdeu ereção. A mulher olhou para o pênis dele, ele: ‘Hum, meu pênis é pequeno’. Perdeu a ereção. Ou tem alguma coisa no corpo dela ou nesse corpo de outro parceiro, que ele não curtiu. Perdeu a ereção. E aí, o que acontece: perde ereção e não sabe o que fazer com isso, fica envergonhado. Na próxima relação que ele tiver, ‘Putz, vou perder a ereção. Perde a ereção’. Ele perde mesmo. Aí, pront Está instalada uma disfunção erétil psicogênica porque ele vai para a relação com medo de perder a ereção”.

Paulo Azevedo: “Então, isso é super popular porque as causas são muitas próximas do cotidiano de muita gente”.

Ana Canosa: “Super. Acontece o tempo todo. Ejaculação precoce a mesma coisa. As vezes a ansiedade de desempenhar bem nessa relação provoca ejaculação precoce. O cara está tão ansioso que ele ejacula muito rápido porque não consegue controlar. A gente tem dois conceitos diferentes: um é latência ejaculatória – do momento em que você começou a estimulação, seja oral, masturbação ou penetração, seja anal ou vaginal, pra você gozar, sua vontade de gozar é a latência. Tem homens que tem essa latência curta. Quando você se avaliar: ‘Como é a minha latência ejaculatória?’. Tem momentos, relações ou períodos da sua vida que, se você ficar muito tempo sem transar o tempo da sua latência começa a ficar mais curta, a partir da estimulação. Mas você tem uma média, tanto homens como mulheres têm uma média do nosso funcionamento corporal. Outra coisa é o controle ejaculatório – que é aquela ‘paradinha”, você sente que vai gozar, você ‘Ops!’, dá uma parada. Isso é controle. O terapeuta sexual ajuda muito a ensinar a controlar a ejaculação.    

Paulo Azevedo: “É possível aprender?”

Ana Canosa: “Claro. Você conhece seu corpo. Você precisa entender os instantes anteriores de chegar no pico da excitação. Porque se chegar lá sem você ter percebido, você goza. Então, você tem que perceber pra poder manejar e tentar controlar o melhor que você pode. O que vai depender muito porque se for uma puta relação excitante, talvez você não consiga. Mas, no meio termo, porque nem todo mundo tem transar incríveis, mirabolantes, excitantes o tempo inteiro, não é verdade? Somo seres humanos que, às vezes, transamos na 2ª feira, às sete da manhã, antes do trabalho, e é aquela transadinha vagabunda.

O que cuida da latência é medicação antidepressiva. Porque tem algumas medicações antidepressivas que, como sintoma colateral, mexe na latência ejaculatória. Na verdade, na resposta do orgasmo porque também mexe no orgasmo feminino. E pra mulher, é o inferno na torre você ter retardo de orgasmo. Para o cara que tem latência curtíssima – porque se você pegar o critério diagnóstico, ejaculação precoce é ejacular antes de 1 minuto. Hoje em dia no DSM-5 (manual de diagnóstico, o mais recente, da APA, Associação de Psiquiatria Americana), a partir do momento do início da estimulação. E o DSM vai falar só da penetração vaginal. Então, ele é meramente um critério médio ali, mas não é assim que funciona porque a gente não sabe se isso vale para relação anal, na masturbação, por exemplo. Ele serve só como parâmetro. Você pode ter uma latência de cinco minutos e achar que é curta. Não sou médico ou psicóloga que vai dizer: ‘Não. É menos de 1 minuto? Então não é curta’. Você precisa está satisfeito. Um dos critérios, também do DSM, pra fechar o diagnóstico, é a insatisfação do sujeito. É o grau de sofrimento que isso causa para o sujeito e para a sua parceira. A latência curta você resolve com medicação. Se você tem 20 anos e hormônio as tampas, beleza. Você tá no começo de uma relação amorosa, não há antidepressivo que dê problema na sua vida sexual”.

Paulo Azevedo: “Mas, mesmo hoje, a gente vê caso de meninos de 22 anos tomando viagra”.

Ana Canosa: “Uma das coisas que aconselho aos sujeitos masculinos é que não vão direto pra solução. Porque eu tô tomar uma medicação antidepressiva pra tratar da minha ejaculação prematura ou porque eu tenho dificuldades em tentar controlar antes, é uma grande bobagem. Porque eu vou tá usando uma medicação que gera uma série de outros problemas.  A medicação a gente vai dar em último caso ou pra ajudar esse cara que, realmente, já tentou controlar, mas é insatisfeito. Aí, você tem que dar com muito cuidado pra ver se não tem outros sintomas, se não baixa o desejo, então você vai controlando em dosagens certas. Mas, você concorda: é melhor você tentar entender o que acontece, tentar controlar a sua ejaculação pra ver se você consegue prolongar. A mesma coisa o uso do viagra ou do Ciális. Pra quê que eu vou tomar aos 20 anos de idade? O seu corpo está completamente perfeito pra poder transar. Pra quê? Vai chegar no meu sofázinho, o cara de 35, 32, 41 anos, de orientações sexuais diferentes que estão tomando viagra há 10 anos. Estou falando dos meus casos. E começaram a tomar medicação lá atrás por insegurança emocional diante de parceiras novas, por exemplo. Virou bengala. Esse próprio cara hoje já não sabe se ele é capaz de ter uma ereção sem medicação. Porque tem que ter um acompanhamento, vai desmamando aos pouquinhos. É que nem droga, dependência química”.   

almasculina é feito por:

Idealização, roteiro, edição e apresentação: Paulo Azevedo (@pauloazevedooficial)

Trilha sonora original, e mixagem: Conrado Goys (@conza01)

Identidade visual e arte: Glaura Santos (@glaurasantos)

Fotos: Vitor Vieira (@vitorvieirafotografia)

Realização: Comcultura.

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