Com o empreendedor Facundo Guerra, com a participação especial da psicóloga e sexóloga Ana Canosa.

O episódio #19 do almasculina” traz uma conversa com o empreendedor Facundo Guerra (@facundoguerra) fala sobre paternidade, empreendedorismo, capitalismo, sexualidade, aprendizados com a pandemia, racismo… Sempre relacionados à sua visão sobre as masculinidades.

A psicóloga e sexóloga Ana Canosa (@anacanosa) é a nossa convidada no “Lugares Comuns”, quadro que dá voz a especialistas, gente que pesquisa e entende muito do assunto, explicando termos, conceitos e ampliando a nossa visão sobre tópicos mais específicos.

Ouça aqui o episódio na íntegra:

– Assista à gravação na íntegra com o Facundo Guerra e o LUGARES COMUNS, com a Ana Canosa, no nosso canal no Youtube!

– Confira a nossa coluna semanal no nosso blog!

ASPAS

“21 Razões para o Século XXI”, de Yuval Noah Harari

“Humanos têm notável capacidade de saber e não saber ao mesmo tempo. OU, mais corretamente, eles são capazes de saber alguma coisa quando de fato pensam sobre ela, mas na maior parte do tempo não pensam sobre ela, por isso não sabem. Se realmente se concentrar, você se dará conta de que dinheiro é ficção. Mas normalmente você não se concentra. Se lhe perguntam sobre o futebol, você sabe que é uma invenção humana. Mas no calor de um jogo, ninguém lhe perguntará sobre isso. Se dedicar tempo e energia, você poderá descobrir que nações são elaboradas invencionices. Mas em meio a uma guerra você não tem tempo nem energia. Se você exigir a verdade suprema, constatará que a história de Adão e Eva é um mito. Mas quão frequentemente você exige a verdade suprema?

Verdade e poder podem andar juntos só até certo ponto. Cedo ou tarde vão seguir caminhos separados. Se você quer poder, em algum momento terá de disseminar mentiras. Se quiser saber a verdade sobre o mundo, em algum momento terá de renunciar ao poder. Terá de admitir coisas – como as origens de seu poder, por exemplo – que vão enfurecer aliados, desengajar seguidores e minar a harmonia social. Não há nada de místico nessa lacuna entre a verdade e poder. Como testemunho disso, apenas encontre um típico americano protestante, anglo-saxão, branco e levante a questão de raça, localize um israelense da corrente majoritária e mencione a Ocupação, ou tente falar com um sujeito comum sobre patriarcado”.

ESCUTA AQUI

Facundo Guerra indicou:

– Jogo eletrônico The Last of Us – Part II:

Ambientado cinco anos após os eventos de The Last of Us (2013), o jogador assume o papel de duas protagonistas em um Estados Unidos pós-apocalíptico: Ellie, que busca por vingança após um evento traumático, e Abby, uma soldada que se envolve em um conflito entre uma milícia e um culto. O jogo contém elementos de survival horror e é jogado numa perspectiva de 3a pessoa.

– Paulo Azevedo indicou:

Nas florestas do estado de Washington, um pai cria seus seis filhos longe da civilização, em uma rígida rotina de aventuras. Ele é forçado a deixar o isolamento e leva sua família para encarar o mundo, desafiando sua ideia do que significa ser pai. Prestem atenção, numa cena que traz uma interpretação incrível de uma canção “Sweet Child O’ Mine”, do Guns N’ Roses. Disponível no Looke e Youtube.

Samuel (Omar Sy) nunca foi de ter muitas responsabilidades. Levando uma vida tranquila ao lado das pessoas que ama no litoral sul da França, ele vê tudo mudar com a chegada inesperada de uma bebê de poucos meses chamada Glória, sua filha. Incapaz de cuidar da criança, ele corre para Londres a fim de encontrar a mãe biológica, mas, sem sucesso, decide criá-la sozinho. Oito anos depois, quando Samuel e Glória se tornam inseparáveis, a mãe retorna para recuperar a menina. Disponível Looke, Youtube e Telecine.

Em uma cidade distante na província de Buenos Aires, um grupo de vizinhos se organiza para comprar silos abandonados em uma propriedade agroindustrial e assim amenizar a crise que enfrentam diariamente. No entanto, antes mesmo da realização do projeto, são vítimas do golpe de um advogado e um banqueiro. Ao atingirem o fundo do poço, eles se organizam e lutam diante da injustiça. Disponível Youtube e Telecine.

– Coluna #14 do blog do almasculina, em parceria com o Culturadoria: Tudo está controle?

LUGARES COMUNS com a psicóloga e sexóloga Ana Canosa

Paulo Azevedo: “Quais foram as principais pautas dos homens, em seus anos de consultório? O que eles te trazem?”

Ana Canosa: “Antigamente, era assim: ‘Minha mulher não quer transar. Eu, por mim, transo todo dia, doutora’. ‘Qual é a sua expectativa?’. ‘Transar todo dia, doutora’. Era sempre assim, era uma coisa de insatisfação com a quantidade de sexo em relação a parceira heterossexual. Hoje não. Hoje eu tenho recebido homens com baixa de desejo sexual e tem uma outra coisa que eu tenho achado interessante que eu acho que pouco se fala que é a angústia do homem que perdeu o desejo pela sua parceira. Porque qual é a visão a gente tinha do masculino de outrora? Que ele vai transar fora do casamento, que ele precisa de variação sexual e é isso. Ponto e acabou. E ele não tava preocupado com essa relação dentro de casa. E hoje em dia eu já tenho muitos atendimentos de homens com práticas sexuais específicas e as parcerias não sabem, por exemplo. Não conseguem ter o desejo sexual pela parceria, mas tem o desejo sexual presente. E angustiado! ‘O que que eu faço com isso? Porque eu gostaria de estar transando com a minha parceira’. Isso é uma queixa completamente nova. No sentido social mesmo, da busca dos homens. Talvez porque hoje esteja mais fácil falar disso, por isso, buscam mais. Não sei”.

Paulo Azevedo: “Está mais fácil ou tem mais informação?”

Ana Canosa: “Talvez tenha mais informação. Eu acho que a gente já fala muito mais de sexualidade… Tá melhor. Homens que sofrem perda de amor. Muitos. Eu pego na mão dele e falo: ‘Vamos lamber as feridas, gato. Vamos lá… Foda, né?’. ‘Ai, Ana, tá foda… Que merda!’. Ai, às vezes, eu falo: ‘Você parece a Cinderela, cara, esperando ser escolhido!’. Ai, eles querem me matar, mas eles me amam! Porque tem um sofrimento, sabe? De amor, agora que pode ser falado. Não é que isso não existia. Isso sempre existiu, mas hoje pode ser falado. Então, eu posso falar do meu sofrimento de amor; posso dizer que estou apaixonado por uma mulher que não me quer; posso dizer que estou numa dualidade amorosa, numa infidelidade conjugal, mas eu me sinto mal por isso. Porque eu de fato estou dual. Não é que eu acho legal trair. Eu tô sofrendo e não sei o que fazer. Homens que tem uma prática sexual muito específica que eu não consigo falar pra meu parceiro ou minha parceira e o sexo já não funciona pra mim. O que que eu vou fazer? E eu gostaria de. Tem essas queixas que talvez o mundo feminino tenha mais facilidade de se comunicar que agora aparece. E eu acho que isso é muito bom porque os homens estão podendo falar das suas dores, tanto na esfera da sexualidade, quanto na esfera da emocional”.   

almasculina é feito por:

Idealização, roteiro, edição e apresentação: Paulo Azevedo (@pauloazevedooficial)

Trilha sonora original, e mixagem: Conrado Goys (@conza01)

Identidade visual e arte: Glaura Santos (@glaurasantos)

Fotos: Vitor Vieira (@vitorvieirafotografia)

Realização: Comcultura.

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