Com o estilista Ronaldo Fraga, com a participação especial do psicanalista Ricardo Goldenberg.

O episódio #2 do almasculina” traz uma conversa com o estilista Ronaldo Fraga (@fragaronaldo) sobre sua trajetória, suas influências, o lugar da moda para os homens e o consumo excessivo… Sempre relacionados à sua visão sobre as masculinidades.

O psicanalista Ricardo Goldenberg (@bergue55) é o nosso convidado no “Lugares Comuns”, quadro que dá voz a especialistas, gente que pesquisa e entende muito do assunto, explicando termos, conceitos e ampliando a nossa visão sobre tópicos mais específicos.

Ouça aqui o episódio na íntegra:

ASPAS

O Homem Subjugado – o dilema das masculinidades no mundo contemporâneo, de Malvina Muszkat

“Devido à forte associação entre feminilidade e afeto, os meninos devem abster-se de expressar seus sentimentos e, muitas vezes, de senti-los, obrigando-se a abandonar toda uma dimensão da vida humana. Sem nenhum derramamento de sangue, de forma extremamente requintada, trocamos o cenário concreto por um cenário simbólico. Se para ser homem é preciso coragem, aqui também é preciso renúncia. Apesar de admitir que o peso das diferenças, há milhares de anos, favorece e privilegia socialmente o gênero masculino em detrimento do feminino, minha tese é a de que a cultura patriarcal oprime a todos nós. Se as mulheres pensam que são as únicas sujeitas a imposições, estão muito enganadas. O patriarcado subjuga, homens e mulheres, a expectativas e regras que engessam nosso comportamento e direcionam nossos desejos”. 

ESCUTA AQUI

– Ronaldo Fraga indicou o livro Paixões Alegres, de José Antônio de Souza

Paulo Azevedo comentou sobre a 5ª edição do evento Homem Brasileiro. Ainda indicou o podcast Brotherhood Brasil e o documentário do Papo de Homem, O Silêncio dos Homens.

– Você sabe o que significa passabilidade?

– Você sabe o que significa transfobia?

– Ainda foram citados nos agradecimentos:

Esquema Novo

Soltos SA

Podcast Autoconsciente

LUGARES COMUNS com Ricardo Goldenberg

“Os homens estavam bastante convictos e seguros de que tínhamos uma essência e que isso não estava em questão. As que se perguntavam o tempo todo ‘Terei eu uma essência?’, foram as mulheres. Isto é uma estatística na clínica psicanalítica. O que Freud chama o ‘falo’, digamos assim, nos dava imaginariamente uma espécie de cartão de identidade, sabíamos o que éramos. Hoje em dia está em questão, os homens não sabem mais o que são e isto não está mal, a principio, mas provoca muitíssima agressividade justamente pela perda, não tanto de prerrogativas ancestrais, como de uma identidade que estava garantida e passou a deixar de estar. Esta parte não é ruim, mas produz efeitos. Bom, paralelamente, as mulheres que sempre se interrogaram “não sabemos o que somos’, hoje em dia estão reivindicando uma espécie de essência dada igualzinho como os homens tinham. Então, tá se produzindo uma espécie de ‘machismo ao contrário’ em que se reivindicam identidades claras, as mulheres reivindicam uma identidade clara e os homens perderam as deles. A relativização das identidades masculinas não me parece um progresso, mas essa demanda de uma nova identidade feminina que tem que estar clara e tão tranquila quanto a masculina de antigamente que me parece ser um certo mal-entendido, um certo fracasso, não sei. A possibilidade de inventar necessariamente se inventa com o outro, ou não?”.


almasculina é feito por:

Idealização, produção, roteiro e apresentação: Paulo Azevedo (@pauloazevedooficial)

Trilha sonora original, gravação, edição e mixagem: Conrado Goys (@conza01)

Identidade visual e arte: Glaura Santos (@glaurasantos)

Colaboração: Suacompanhia (@suacompanhiateatro)

Realização: Comcultura (www.comcultura.com.br)


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