Com o mercadólogo digital e ativista Bruno Amorim e a participação especial do professor e pesquisador Fábio Mariano da Silva.

O episódio #37 – Parte 1 do almasculina” traz o mercadólogo digital e ativista Bruno Amorim (@_brunoam), que fala sobre paternidades negras, pré-natal, dinheiro, carga mental, ativismo… Sempre relacionados à sua visão sobre as masculinidades.

O professor e pesquisador Fábio Mariano da Silva (@fabioms08) é o nosso convidado no “Lugares Comuns”, quadro que dá voz a especialistas, gente que pesquisa e entende muito do assunto, explicando termos, conceitos e ampliando a nossa visão sobre tópicos mais específicos.

E para que o almasculina continue no ar, precisamos da sua colaboração! Iniciamos uma campanha de financiamento coletivo que traz benefícios exclusivos para nossos apoiadores! Acesse www.catarse.me/almasculina e saiba mais! Participe!

– Ouça aqui o episódio na íntegra:

– Assista à gravação na íntegra e o “Lugares Comuns”, com o Fábio Mariano da Silva, no nosso canal no Youtube!

ASPAS 

– Livro “A Cabala do Dinheiro”, de Nilton Bonder:

“Fazer favores é uma obrigação cujas implicações são parecidas ao roubo. Se você impede alguém de ganhar alguma coisa, mesmo que não obtenha benefício dessa coisa, incorre num roubo do patrimônio potencial da humanidade e dos seres vivos. A responsabilidade do indivíduo diz respeito a tudo que ele controla direta ou indiretamente – a posse vai além de ter, vai até o poder. O fato de você impedir que alguém obtenha algo é comparável ao ato de retirar alguma coisa de alguém. Ao represar o enriquecimento do mercado à sua volta sem prejudicar o mundo, você colabora com a quantidade de escassez e impede que forças de sustento se concretizem neste lado do cosmos.

Esta noção de ecologia interior de Mercado é essencial. Afinal, quantas vezes nos pegamos trilhando caminhos de enriquecimento no mundo concreto, tendo depois que gastar enormes reservas destes recursos para poder suprir a escassez e carência dos outros mundos do sustento? Quantos recursos e tempo são perdidos neste processo de não sabermos mediar as comportas do que queremos transformar de nossos tesouros ou méritos em propriedades e poder?

Se isso não parece real, pense em todos os recursos que o Mercado precisa suprir para gerir os níveis de depressão, autodestruição, carência emocional, tédio e falta de sentido que são nele introduzidos pelo mau gerenciamento de nossos próprios recursos de sustento nos diferentes mundos. Economizássemos mais nossos recursos emocionais, espirituais e transcendentes, e este Mercado estaria em melhores condições. A combustão de nossas reservas de tempo em apenas algumas formas de riquezas tem empobrecido demais nosso Mercado, criando uma espécie de recessão em certos mundos onde grande parte da população não dispõe de meios sequer para garantir níveis de troca mínimos.

O tempo é um dos limites impostos à riqueza. Tempo é dinheiro, mas nem todo tempo deve ser convertido em dinheiro.

Quem é você? A resposta sairá do seu bolso”.

ESCUTA AQUI

Bruno Amorim indicou:

⁃ Documentário “Emicida: AmarElo – É Tudo Pra Ontem” (2020), dirigido por Fred Ouro Preto:

A gravação do show que o rapper fez em novembro de 2019 no Theatro Municipal de São Paulo se mistura, com historiografia da negritude brasileira, reparação histórica, análise sociológica, autobiografia e, eventualmente, no meio disso tudo, um registro de making-of. É expressão de uma pretensão artística da mesma forma que é expressão de uma urgência no discurso. Emicida é personagem e narrador, ele se coloca como a figura capaz de personificar e organizar essa variedade de registros, porque antes de mais nada o rapper, com sua fala tranquila, faz aqui a voz da razão. Disponível na Netflix; 

– Álbum “DDGA – Dolores Dala Guardião do Alívio”, do rapper Rico Dalasam. Disponível no Spotify;

– Filme “Pantera Negra” (2018), de Ryan Coogler:

Em Pantera Negra, após a morte do rei T’Chaka (John Kani), o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação. Nela são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo. T’Challa logo recebe o apoio de Okoye (Danai Gurira), a chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shuri (Letitia Wright), que coordena a área tecnológica do reino, e também de Nakia (Lupita Nyong’o), a grande paixão do atual Pantera Negra, que não quer se tornar rainha. Juntos, eles estão à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou de Wakanda um punhado de vibranium, alguns anos atrás. Disponível no Disney +.

– Curta metragem “Exu Rei – Abdias Nascimento” (2017), de Bárbara de Castro dos Santos:

Divindade africana que aportou no Brasil junto aos negros, Exu é conhecido como o orixá da comunicação, guardião das ruas e do comportamento humano. O curta metragem de não-ficão Exu Rei dialoga com a influência desse arquétipo pela cultura negra a e sua assimilação pela arte brasileira. Em seu subtexto, o filme homenageia um de nossos grandes ativistas da causa negra – o ator, poeta, dramaturgo e político – Abdias do Nascimento. O posicionamento do documentário procura incorporar o espírito de luta, expressivo e inquieto de Abdias: elo onipresente entre personagens, imagens e sons do filme. Disponível no Youtube.

Paulo Azevedo indicou:

– Filme “Os 7 de Chicago” (2020), de Aaron Sorkin:

Baseado em uma história real, o longa acompanha um grupo de manifestantes contra a guerra do Vietnã que estão sendo julgados depois de diversos confrontos entre a polícia e os participantes. O drama histórico de Aaron Sorkin está indicado em 5 categorias do Oscar 2021, incluindo melhor filme, roteiro original e ator coadjuvante e tem sido muito elogiado pelas atuações dos protagonistas. Disponível na Netflix;

– Documentário “Crip Camp: Revolução pela inclusão” (2020), de Jim LeBrecht e Nicole Newnham:

O indicado ao Oscar 2021 de melhor documentário, traz a história do Campa Jened, uma colônia de férias para jovens com deficiência criada em 1951. Em meados dos anos 70, foi palco de uma revolução de costumes e ativismo por inclusão, mudando a legislação de acessibilidade para todos. Vale ressaltar que a produção é de Higher Ground, de Michelle e Barack Obama. O indicado ao Oscar 2021 de melhor documentário está disponível na Netflix;

– Documentário “Time” (2020), de Garrett Bradley:

A produção conta a história de Fox Rich, uma mãe de seis filhos que luta desesperadamente para tirar o marido da prisão, condenado a 60 anos de encarceramento por ter roubado um banco, nos anos 90. O filme foi elogiado pelo uso dos arquivos de vídeo de Fox e já recebeu mais de 15 prêmios. O também indicado ao Oscar 2021 de melhor documentário escancara o racismo no sistema carcerário americano (similar a outros países, como o Brasil). O indicado ao Oscar 2021 de melhor documentário está disponível no Prime Video;

– Minissérie “I Know This Much Is True – Os Limites da Sanidade” (2020), de Wally Lamb:

A minissérie em 6 episódios é baseada no romance homônimo de Wally Lamb, e explora intransigentemente o contexto familiar americano, paralelamente à vida desses dois gêmeos idênticos, que em um momento se cruzam para enfrentar seus mais profundos medos, seus fracassos e seus segredos. Amores nocivos, casamentos desfeitos, abuso sexual, conflitos com a paternidade, mortes prematuras, hospitais psiquiátricos infernais, tudo estará lá para criar um universo desolado, onde as almas buscarão sua salvação, apesar do inevitável colapso. A série mostra as fronteiras imprecisas entre normalidade e loucura, evidenciando não apenas a tragédia de Thomas, mas também o grave trauma de Dominick, que entre a dor e seus próprios demônios também estará perdido no labirinto de sua mente. A produção é um dos melhores trabalhos da carreira de Mark Ruffalo, que conquistou o Globo de Ouro deste ano de melhor ator em série dramática. Disponível na HBO Brasil.

almasculina é feito por:

Idealização, roteiro, edição e apresentação: Paulo Azevedo (@pauloazevedooficial).

Trilha sonora original e mixagem: Conrado Goys (@conza01).

Identidade visual e arte: Glaura Santos (@glaurasantos).

Fotos: Vitor Vieira (@vitorvieirafotografia).

Realização: Comcultura (www.comcultura.com.br).

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