Com o podcast AS PERENNIALS, 

com a participação especial dos psicanalistas Malvina Muszkat e Ricardo Goldenberg.

O episódio #8 do almasculina” traz uma conversa com As Perennials(@asperennials) sobre maturidade, sexualidade, feminismo, maternidade, relacionamentos, racismo… Sempre relacionados à suas visões sobre as masculinidades.

Os psicanalistas Malvina Muszkat (@malvinamuszkat) e Ricardo Goldenberg (@bergue55) são os nossos convidados no “Lugares Comuns”, quadro que dá voz a especialistas, gente que pesquisa e entende muito do assunto, explicando termos, conceitos e ampliando a nossa visão sobre tópicos mais específicos.

Ouça aqui o episódio na íntegra:

– Assista trechos inéditos da conversa com As Perennials no nosso canal no Youtube

ASPAS

“Comunicação Não-Violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais”, de Marshall Rosenberg

“Por sermos convocados a revelar nossos pensamentos e necessidades mais profundos, às vezes podemos achar desafiador nos expressamos em comunicação não violenta. Entretanto, essa expressão fica mais fácil depois que entramos em empatia com os outros, porque teremos então tocado sua humanidade e percebido as qualidades que compartilhamos. Quanto mais nos conectamos com os sentimentos e necessidades por trás das palavras das outras pessoas, menos assustador se torna nos abrirmos para elas. Com frequência, as situações em que somos mais relutantes em expressar vulnerabilidade são aquelas em que desejamos manter uma ‘imagem durona’, por medo de perdermos a autoridade ou o controle (…) Devido à nossa tendência a entender como rejeição quando alguém diz ‘não!’ ou ‘não quero fazer isso!”, é importante que sejamos capazes de ter empatia com essas mensagens. Se as tomarmos como pessoais, podemos nos sentir magoados sem compreender o que realmente está acontecendo dentro da outra pessoa. Entretanto, quando trazemos à luz da consciência os sentimentos e necessidades por trás do não de alguém, temos clareza do que essa pessoa está querendo e que a impede de responder da forma como gostaríamos”. 

ESCUTA AQUI

Paulo Azevedo indicou a série brasileira “Ninguém Tá Olhando”, disponível no Netflix

Cris Guerra indicou os livros “Pequeno Manual Antirracista”, de Djamila Ribeiro; “Feminismo em comum: Para todas, todes e todos”, de Márcia Tiburi; “Sejamos todos feministas” e “Para educar crianças feministas – Um Manifesto”, ambos de Chimamanda Ngozi Adiche, além do filme “Paterson”, de Jim Jarmusch e o perfil @omachodarelacao no instagram, criado por Marcus Boaventura

Natália Dornellas citou:

Layla Vallias, pesquisadora e co-fundadora do Hype60+;

Gina Pell, diretora de criação, empreendedora de tecnologia e chefe de conteúdo do The What, explica o termo perennials;

E a pesquisa da MindMiners sobre o perfil dos perennialsno Brasil

– E nos extras disponíveis no nosso canal no Youtube, As Perennials comentaram sobre Mr. Darcy, um dos personagens masculinos mais conhecidos do mundo, o ator Hugh Grant e ainda indicaram:

O documentário “Ram Dass, Going Home” e os filmes “Questão de Tempo”, “Um Lugar Chamado Notting Hill”, “Orgulho e Preconceito”, disponíveis no Netflix, além de “Letra e Música” e todos os filmes da série Briget Jones .

– Saiba mais sobre As Perennials .

LUGARES COMUNS com a psicanalista Malvina Muszkat sobre o papel da mulher na cultura patriarcal 

Paulo Azevedo: “Qual seria o caminho para a mulher também se reconhecer parte desta estrutura machista porque ela também faz parte desta sociedade, ela tem cada vez mais espaço e, de alguma maneira, ela também está envolvida na formação dos seres humanos, ela faz parte de um processo de construção…”

Malvina Muszkat: “Nós mães somos responsáveis diretas pelo processo de passagem de cultura, não é? Mas até hoje, como eu tava dizendo pra você, eu tenho conversado com mães, que elas gostariam de poder, ser mais meigas e aceitar melhor a ternura dos filhos, mas por causa dessa questão cultural, o medo da homofobia é tão grande que elas próprias se censuram muitas vezes, né? Eu não quero formar um filhinho afeminado. Quer dizer: o que é um filhinho afeminado? ‘Ah, ele chora, ele fica deprimido, ele se fecha no quarto’. Ele se fecha, mas aí o que faz um menino quando se deprime, já que ele não pode chorar, já que ele não pode ir pro colo de ninguém? Então, ele vai ver filme pornográfico talvez… Ou ele vai procurar jogos agressivos, não é? Por algum lugar tem que sair e vai sair sempre, tem saido sempre pelo caminho da raiva, da agressividade, da violência”.

LUGARES COMUNS com a psicanalista Malvina Muszkat sobre a violência contra a mulher 

Paulo Azevedo: “A violência contra a mulher aumentou, Malvina, com esse movimento todo?”

Malvina Muszkat: “É uma pergunta que a gente se faz, não é? Porque tem todo aspecto da denúncia que aumentou. Eu quando comecei a trabalhar com as mulheres quem trazia as mulheres para a instituição eram as filhas porque as mães tinham vergonha de denunciar maridos e tal. Então, claro que as denúncias aumentaram. Primeiro porque tem mais delegacias, tá mais aberto esse tema, as mulheres tem menos vergonha, né? Até às vezes estão exagerando. Denunciar um homem que seduziu ela 30 anos atrás, eu acho um pouco descabido quando nós vivíamos uma cultura um muito diferente. Então, é difícil saber. Tem muito mais denúncias e como tudo vai pra mídia hoje, parece também que sempre se matou muita mulher e ninguém ficava sabendo. Agora, claro que a gente não pode desprezar a ideia de que o homem está mais desamparado”.

Paulo Azevedo: “Em que sentido?”

Malvina Muszkat: “A mulher está cuidando menos dele. Ela tá menos escrava das necessidades dele. Ao contrário, hoje tem o marcartismo do feminismo, né? Que é outra coisa que a gente precisa tomar cuidado”.

Paulo Azevedo: “O que seria esse marcartismo?”

Malvina Muszkat: “É a coisa de ser feminista roxa e achar que não pode ser gentil demais porque senão o homem abusa, quer dizer, eu vejo isso nas universidades. As meninas estão muito bravas com os meninos, mas muito bravas, isolando mesmo eles, criticando. Outro dia, um menino falou numa reunião que a gente fez: ‘Poxa, ela tá me confundindo com o cara que ‘encoxa’ ela no metrô. Eu não tenho nada com isso”.

Malvina Muszkat: “Eu fico um pouco triste porque a gente que trabalhou nesta questão, que acompanhou o feminismo e tal, nós pensamos deixar pra essas próximas gerações uma condição mais harmônica. E, de repente, você vê uma ira entre as mulheres jovens que é um pouco exagerada, né? Mas eu acho que faz parte desse movimento de chamar masculinidade todas de tóxicas etc”.


almasculina é feito por:

Idealização, produção, roteiro, edição e apresentação: Paulo Azevedo (@pauloazevedooficial)

Trilha sonora original, gravação e mixagem: Conrado Goys (@conza01)

Identidade visual e arte: Glaura Santos (@glaurasantos)

Fotos e registro em vídeo: Vitor Vieira (@vitorvieirafotografia)

Colaboração: Suacompanhia (@suacompanhiateatro)

Realização: Comcultura (www.comcultura.com.br)


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