Rituais que realmente aproximam
- Paulo Azevedo

- há 1 dia
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Por Paulo Azevedo (@soupauloazevedo)

Me pergunto quando foi que as empresas deixaram de criar momentos para simplesmente estarem juntas?
As pessoas trabalham lado a lado. Participam das mesmas reuniões. Compartilham metas, projetos e indicadores, mas muitas vezes passam meses sem viver uma experiência que fortaleça a confiança entre elas.
Vi isso de perto ao longo dos anos, atendendo empresas de grande porte dos mais diferentes segmentos com a ComCultura.
Eram times extremamente competentes, mas que conheciam muito pouco das pessoas que estavam ao lado. Sabiam exatamente o cargo, o currículo e as entregas de cada colega. Entretanto, desconheciam suas histórias, seus valores e até mesmo aquilo que os motivava a estar ali.
É por isso que eu acredito tanto na força dos encontros. Restabelecer a importância dos rituais.
Toda cultura forte é construída sobre rituais, não apenas sobre processos. Os processos organizam o trabalho. Os rituais fortalecem os vínculos.
É durante um onboarding bem conduzido, um encontro entre lideranças, um offsite, uma conversa franca ou uma experiência compartilhada que um grupo começa a construir algo que nenhuma apresentação em PowerPoint consegue criar: memória coletiva.
E cultura é, antes de tudo, memória.
É lembrar como aquela equipe enfrenta um desafio.
Como celebra uma conquista.
Como acolhe alguém que chegou.
Como atravessa momentos difíceis.
As pessoas não se conectam porque trabalham juntas. Elas trabalham melhor porque criam conexões ao longo da trajetória.
Quando esses momentos deixam de existir, o trabalho continua, mas o sentimento de pertencimento vai desaparecendo aos poucos. E cultura não se sustenta apenas com discurso. Ela se fortalece nas experiências que as pessoas vivem juntas e carregam com elas muito depois que o expediente termina.
Na sua empresa, quais são os rituais que realmente aproximam as pessoas?

📸 Foto: @camilapicolo




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