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A capacidade de ler uma sala



Por Paulo Azevedo (@soupauloazevedo)


O que as dezenas de filmes, peças de teatro e mais de 200 ações corporativas que fiz têm em comum? 


A capacidade de ler uma sala. 


Quem já assistiu a minha palestra sabe: em 1993, fui capa da revista Nova Escola. O tema? "O Poder do Teatro". A publicação já apontava o teatro como uma ferramenta essencial para criatividade e comunicação. Hoje, vejo esse fato como um prenúncio. 


O teatro me levou à comunicação.


Ambos me trouxeram à consultoria corporativa.


Circulo nessas frentes usando o que aprendi como ator: 


- Presença e timing;

- Leitura de público em tempo real;

- Escuta ativa e autoconhecimento.


É exatamente o que o mundo corporativo mais precisa e, muitas vezes, menos tem. Vejo facilitadores em metodologia, mas que não “sentem” o ambiente. Eu decidi unir os dois. 


Não acredito em fórmulas prontas de poucas horas para falar em público. Comunicação exige paciência e ferramentas profundas para gerar uma comunicação autêntica.


Vivi de tudo: de esquecer o texto em cena a receber prêmios; de sets de filmagem com dezenas de pessoas a convenções para 2.500. O “frio na barriga” é o mesmo. É o sinal de que o desafio ainda pulsa. E o propósito de levar ideias e reflexões também.


Na ComCultura não reproduzimos conteúdo. Coloco todas as habilidades que aprimorei à serviço do encontro, para que ele aconteça em sua máxima potência. 


Já ouvi, inúmeras vezes, que as experiências da ComCultura são originais e marcantes porque trazem reflexões para vida toda. Esse é um dos melhores aplausos!



 
 
 

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