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A construção de vínculos


Por Paulo Azevedo (@soupauloazevedo)


Não por acaso, o relatório State of the Global Workplace 2024, da Gallup, revelou que um em cada cinco profissionais no mundo disse ter sentido solidão no trabalho no dia anterior.


Esse dado me chama a atenção porque, na prática, estamos mais conectados tecnologicamente do que nunca. E, ao mesmo tempo, muitas pessoas se sentem cada vez mais sozinhas dentro das organizações.


Vivencio isso de perto. Chego a empresas onde a maioria se conhece pelo nome. Sabem exatamente quem aprova um projeto, quem lidera uma área e quem responde por determinado indicador. Mas, quando a atividade começa, descobrem que nunca tiveram uma conversa verdadeira entre si.


Sempre digo nas minhas consultorias que a velocidade aproxima processos, mas não necessariamente aproxima pessoas.


Os relacionamentos têm outro ritmo.


Eles precisam de tempo e presença para a construção da confiança. Precisam de curiosidade para conhecer quem está do outro lado, por trás do crachá. Precisam de espaços onde as pessoas possam existir para além das entregas.


Talvez seja esse um dos maiores desafios das lideranças hoje.


Encontrar maneiras de manter a agilidade que o mercado exige sem abrir mão daquilo que nenhuma tecnologia consegue acelerar: a construção de vínculos.


 
 
 

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