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Como manter o roteiro vivo?

há 8 horas
2 min de leitura

Por Paulo Azevedo (@soupauloazevedo)


O ensaio não serve para eliminar o imprevisto.


Quem trabalha com teatro, audiovisual ou eventos ao vivo sabe disso muito bem: sempre haverá algo que o roteiro não conseguiu prever.


- Uma fala ganha outro tempo.

- A reação do público muda o ritmo.

- Uma transição precisa se desenrolar de outro jeito.


O ensaio não impede que essas mudanças aconteçam. Ele cria as condições para que o grupo consiga responder sem perder o sentido do que está construindo.


Levando esse ensinamento para o ambiente corporativo, vejo com frequência que muitas lideranças confundem planejamento com roteiro rígido. Criam um plano detalhado e passam a tratar qualquer mudança como ameaça, erro ou falta de controle.


O problema é que equipes treinadas apenas para obedecer ao plano travam justamente quando o cenário exige adaptação. Planejar bem deveria produzir o efeito contrário: dar repertório para decidir diante do novo.


Assim, antes de uma convenção ou de uma experiência com um time através da ComCultura, eu não preparo apenas o que será dito. Penso nas transições, nos diferentes caminhos que uma conversa pode tomar, no tempo disponível e naquilo que não se pode perder, mesmo que o formato precise mudar.


Afinal, existe uma diferença importante entre estar preso ao plano e estar preparado para o que o plano não previu:


- O primeiro busca controle. 

- O segundo constrói coordenação, presença e confiança.


No teatro, é isso que permite à cena continuar viva. Nas empresas, é o que ajuda um time a mudar de caminho sem perder o propósito.


Na sua equipe, o planejamento aumenta a capacidade de resposta ou cria medo de sair do roteiro?


 
 
 

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