Mais que um MC
- Comcultura Comunicação e Cultura
- há 2 dias
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Por Paulo Azevedo (@soupauloazevedo)
Você sabia que existe uma diferença enorme entre contratar um mestre de cerimônias e contratar alguém que conduz uma convenção de verdade?
Quando uma liderança de RH ou Marketing me faz essa pergunta, eu sempre digo: “A diferença aparece muito antes do dia do evento.”
Depois de tantos anos ministrando em mais de 60 grandes empresas, o “+ Que MC” e o “Roda + Que Viva” (por meio da ComCultura), entendi que existem dois tipos de profissionais.
Existem aqueles que chegam algumas horas antes, recebem um roteiro escrito por terceiros, apresentam o que está no papel, anunciam os nomes e seguram o tempo. Eles fazem o trabalho. Mas o time sai do evento do mesmo jeito que entrou.
Vivenciei o outro caminho…
Só ao lado da Kimberly-Clark, por exemplo, já são três anos conduzindo as convenções de vendas. Antes de subir ao palco, eu mergulho no contexto, no momento da empresa e nos desafios da liderança. Na história de cada pessoa que vai estar no palco e algumas que estarão ali na plateia.
Quando entro, não estou lendo um roteiro. Estou conduzindo um encontro entre pessoas e um contexto que eu já conheço. Tudo é feito para alcançar o objetivo do evento.
A diferença, na prática, é esta:
- O MC de prateleira pergunta: "Qual é a ordem dos painéis?".
- Quem conduz de verdade pergunta: "O que esse time está vivendo agora e o que precisa sentir ao sair daqui?".
Um se prepara para preencher o tempo. O outro se prepara para gerar conexão e engajamento.
Sempre digo aos meus clientes que a plateia percebe a diferença em segundos. Ela sabe quando está diante de alguém que estudou, pesquisou e conhece profundamente o contexto dela. E mais: alguém que coelaborou o roteiro com bagagem de quem tem décadas de experiência nos palcos e em comunicação.
Não é à toa que a equipe técnica de um dos eventos me disse algo que guardo até hoje: “Foi a primeira vez que eles não ficaram olhando para o celular durante a convenção inteira.”
Por isso, na hora de escolher quem vai conduzir seu evento, vale fazer três perguntas:
1. Essa pessoa vai pesquisar o contexto da empresa e das pessoas antes do dia da ação?
2.Ela tem repertório para adaptar a linguagem e improvisar quando algo sai do script?
3. Ela está sendo contratada para apresentar o evento ou para conectar as pessoas que estarão nele?
A resposta dessas três perguntas é o que separa um evento que o time esquece na segunda-feira de um que vira marco na cultura da empresa.
Quem você já viu conduzir um evento de um jeito que ficou na sua memória? O que essa pessoa fazia de diferente?




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