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Olhar as pessoas para além do crachá


Por Paulo Azevedo (@soupauloazevedo)


"Paulo, o time nunca trabalhou junto e a meta é alta. Você consegue fazer alguma coisa?"


Foi assim que começou meu contato com o Head de People de uma grande empresa semanas antes do encontro. O desafio: unir 5 auditorias diferentes em um único projeto ambicioso.


O clima? Pressão máxima. Profissionais experientes, mas que eram completos desconhecidos entre si.


Muitos ainda veem o Team Building como recreação. Eu vejo como estratégia de sobrevivência e performance. Sem pertencimento, não há confiança. E sem confiança, a meta não chega.


“Ah, Paulo… eles são seniores, tem anos de mercado… Você acha que eles vão aderir?”. Minha resposta: “Eles são pessoas? Se sim, com certeza”.


Nos primeiros minutos, vi as armaduras caírem. Numa situação de estresse e alta cobrança, o primeiro passo é acolher e escutar as necessidades do grupo.


Olhar as pessoas para além do crachá. E todas trazem suas histórias. A partir delas, revelo o quanto temos mais em comum do que imaginamos. Esse é um dos princípios de tudo que fazemos na ComCultura


Em um momento, perguntei à um dos líderes (conhecido por ser o mais “fechado” do grupo): “Qual é o nome da sua banda de heavy metal? Quantas tatuagens você tem?”.


Naquele instante, uma porta se abriu. Ele deixou de ser apenas o “auditor sênior” para ser humano. O time parou de ver o cargo e passou a ver o colega.


Ao final da ação, não eram mais 5 grupos isolados. Era um coletivo aberto, disponível e, acima de tudo, conectado para a jornada difícil que teriam pela frente. 


O cargo muda. A pessoa fica.


O sucesso do seu time mora no que vocês têm em comum, não apenas na planilha que compartilham.


Você já sentiu que o "crachá" estava impedindo sua equipe de performar de verdade?


 
 
 

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