Por trás do “+Que MC” e do “Roda + Que Viva”

Por Paulo Azevedo (@soupauloazevedo)
Uma comunicação estratégica pode ter conteúdo perfeito e, mesmo assim, falhar se o formato mantiver a audiência passiva.
Eu já acompanhei muitos encontros em que o conteúdo estava correto, os especialistas dominavam o assunto e os slides tinham todas as informações necessárias.
Ainda assim, a audiência saiu da sala sem conseguir transformar aquilo em prática.
Foi para quebrar essa barreira que criei o “+Que MC” e o “Roda + Que Viva”: são formatos da ComCultura que transformam apresentações, treinamentos e comunicações internas em um talk show dinâmico e interativo.
Diferente do que muitos pensam, o trabalho não começa no palco:
- Antes do encontro: Converso com as áreas envolvidas, estudo o momento da empresa, os desafios de cultura e mapeio as pessoas que podem ajudar a dar vida à mensagem;
- Curadoria de formato: Avalio depoimentos, vídeos, perguntas reais e recursos que façam sentido para aquele contexto específico.
- Construção do roteiro: Em vez de uma sequência linear de falas, o roteiro é desenhado em parceria com o cliente para gerar diálogo, garantir segurança e aproximar a mensagem do dia a dia do time.
Para quem trabalha com Pessoas, Comunicação ou Eventos, acredito que quatro perguntas são fundamentais antes de abrir qualquer apresentação:
1. O que as pessoas realmente precisam compreender aqui?
2. Que tipo de resistência pode existir na sala?
3. Quais vozes (além da liderança) precisam participar dessa conversa?
4. O que deve continuar reverberando depois que o encontro acabar?
Uma mudança cultural não acontece porque uma nova mensagem apareceu na tela. Ela começa quando as pessoas se reconhecem nela, fazem as perguntas e conectam o discurso à sua própria realidade.
Talvez o próximo encontro da sua empresa não precise de mais slides ou de conteúdo. Talvez precise apenas de um formato que ajude esse conteúdo circular.





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