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O poder do reconhecimento


Por Paulo Azevedo (@soupauloazevedo)


Empatia e gentileza. Fico me perguntando: por que algo tão simples ainda é tão raro nas organizações?


O reconhecimento informal e a empatia deixaram de ser apenas gentileza para se tornarem ativos estratégicos de gestão.


Segundo o estudo “The Power of Recognition” (O Poder do Reconhecimento) da Great Place To Work, ambientes com uma cultura de reconhecimento consistente retêm mais talentos e sustentam equipes mais motivadas, com impacto direto na redução do turnover.


E o mais interessante: com custo quase zero.


Não é raro ouvir em reuniões que o time "anda desmotivado", "não veste a camisa" ou "está saindo demais". A primeira solução que aparece é quase sempre financeira: bônus, aumento e benefício.


Esses fatores são importantes? Sim. Mas raramente é isso que falta.


Na minha experiência ao longo desses últimos 16 anos na ComCultura, aprendi que o que falta, na maioria das vezes, é a pessoa se sentir vista, ouvida e valorizada.


Se você ocupa uma posição de liderança e quer construir essa cultura na prática, deixo aqui quatro atitudes que fazem a diferença:


1) Reconheça o esforço, não só o resultado:

Esperar a meta batida para elogiar ensina o time a só se sentir valorizado quando entrega números. Reconhecer o caminho sustenta a motivação no meio da jornada, que é exatamente onde ele costuma cair.


2) Seja específico:

Em vez de um genérico "Parabéns pelo trabalho", mude para: "A forma como você conduziu aquela reunião difícil fez toda a diferença". Isso mostra que você estava prestando atenção de verdade.


3) Faça na hora:

Reconhecimento guardado apenas para o momento do feedback formal perde o efeito. O elogio espontâneo, no dia a dia, vale muito mais do que aquele que vem meses depois.


4) Abra espaço para o reconhecimento entre pares:

Quando os próprios colegas se valorizam, cria-se uma rede horizontal de apoio que não depende apenas do gestor. A cultura para de morar em uma única pessoa e passa a viver no time.


E o mais importante: pratique a escuta antes de qualquer técnica. Empatia não é ferramenta de gestão. É enxergar o colaborador como um ser humano inteiro, com momentos bons e ruins, e ajustar o apoio a isso.


Como diz a pesquisadora norte-americana Brené Brown, uma das referências do meu trabalho nas empresas e nos palcos: “Empatia não é sentir pelo outro, é sentir com o outro. É descer ao mesmo nível, em vez de olhar de cima”.


Salve esse post para aplicar essas ações com o seu time ainda esta semana!


 
 
 

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