Conexão como porta aberta
- Paulo Azevedo

- há 2 dias
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Por Paulo Azevedo (@soupauloazevedo)
Networking não é sobre conhecer o maior número possível de pessoas. É sobre construir presença antes da necessidade.
Recentemente li uma reflexão e concordo plenamente. Mas acredito que existe um passo anterior.
Depois de impactar mais de 14 mil pessoas por meio da ComCultura, percebi que a conexão real não nasce quando alguém lembra do seu nome. Ela nasce quando a pessoa se lembra de como se sentiu ao seu lado.
Vivencio isso na prática há anos.
Após uma convenção, palestra ou dinâmica de integração, os times raramente comentam sobre a atividade em si. Elas falam sobre:
- Uma conversa marcante que tiveram.
- Alguém que conheceram melhor.
- Uma história que ouviram de um colega.
- Um momento espontâneo que não estava no roteiro.
É curioso como investimos tanto tempo aprendendo a ampliar nossa rede de contatos, e tão pouco tempo aprendendo a aprofundar nossas relações. Dá trabalho, eu sei. Exige abertura, tempo e espaço. Mas vale a pena o risco.
Sempre digo às lideranças que me procuram na consultoria: confiança não se constrói no momento em que precisamos das pessoas. Ela é cultivada muito antes.
E como se constrói essa base?
- Na curiosidade genuína.
- Na escuta ativa.
- Na qualidade da presença.
- No interesse verdadeiro pela história do outro.
Por isso, prefiro falar menos sobre “networking” e mais sobre relacionamento e conexões legítimas.
Contatos apenas abrem portas. São as relações verdadeiras que nos convidam a entrar e permanecer.




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