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Fazer tudo… menos estar presente


Por Paulo Azevedo (@soupauloazevedo)


Tem dias em que você termina de trabalhar e percebe que fez tudo… menos estar presente na própria vida.


- Respondeu mensagens

- Entrou em reuniões

- Resolveu problemas

- Tomou decisões

- Entregou


Você passou boa parte do dia simplesmente funcionando.


Fico me perguntando quanto tempo conseguimos sustentar uma vida baseada apenas nisso?


A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a ansiedade e a depressão sejam responsáveis pela perda de cerca de 12 bilhões de dias de trabalho por ano no mundo. 


Ao mesmo tempo, uma revisão da própria OMS reuniu mais de 3.000 estudos e encontrou evidências consistentes de que experiências artísticas contribuem para a prevenção, promoção da saúde e manejo do sofrimento.


Isso não me surpreende.


Passei praticamente toda a minha vida dentro das artes. Aprendi que a arte nos obriga a fazer algo que a rotina corporativa muitas vezes nos faz desaprender:

- Permanecer.

- Escutar.

- Observar.


Sentir antes de transformar tudo em explicação, meta ou resultado.


Talvez por isso esse tema atravesse tanto os trabalhos que venho desenvolvendo:


Está nas ações da ComCultura, quando utilizamos recursos das artes para criar conversas, vínculos e presença dentro das organizações.


Está no espetáculo “Dá Trabalho!”, quando investigamos relações de trabalho e saúde mental;


E está na vivência “Pra Não Dar Trabalho!”, que conduzo com @Cris Wersom: um espaço para interromper a lógica permanente da performance e experimentar outras formas de escuta e expressão.


A arte não existe para aumentar sua produtividade. Talvez justamente aí esteja a sua maior potência.


Ela nos lembra que existir não pode ser apenas produzir.


Me diga: quanto da sua semana você rc


📸 Foto: @camilapicolo


 
 
 

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