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O que seu crachá esconde?


Por Paulo Azevedo (@soupauloazevedo)


Seu crachá pode estar escondendo quem você realmente é!


Uma vez conduzi uma ação com um grupo de lideranças e, nos primeiros minutos, percebi algo que mudaria completamente a minha abordagem.


Algumas pessoas simplesmente não estavam disponíveis para a experiência.


Braços cruzados.

Respostas curtas.

Desconforto evidente.


O incômodo surgia sempre que uma pergunta atravessava a fronteira do cargo e chegava à pessoa. Até questões simples sobre trajetória, formação ou experiências anteriores eram recebidas como “exposição”.


Eu respeitei.


Meu trabalho não é obrigar ninguém a se abrir. É ler a sala, compreender os limites daquele grupo e criar condições para que quem estiver disponível consiga viver a experiência em profundidade.


Mas aquela resistência revelou algo urgente: ainda carregamos uma ideia ultrapassada de que existe uma “persona profissional” e outra pessoal totalmente separadas.


Como se criar vínculo real fosse possível conhecendo apenas cargos, metas e currículo. Não é.


Um time só ganha confiança quando as pessoas descobrem o ser humano por trás da função. Alguém com:

- Histórias e referências.

- Medos e afetos.

- Contradições e vulnerabilidades.


Olhar para além do crachá não diminui profissionalismo. Pelo contrário: cria relações suficientemente humanas para que a colaboração, o protagonismo e a segurança psicológica possam existir.


Foi também a partir dessas reflexões que eu e a @Cris Wersom construímos a vivência Pra Não Dar Trabalho!.


Um espaço desenhado para lideranças experimentarem presença, escuta ativa, expressão e a coragem de aparecer para além dos papéis corporativos que ocupamos.


📅 Quando e onde? De 18 a 20 de setembro, em Atibaia.


Se esse movimento faz sentido para o seu momento de carreira ou para a sua liderança, me envie uma mensagem no privado. Quero te explicar pessoalmente como vai funcionar.


Foto: @camilapicolo. 


 
 
 

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