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Como engajar uma plateia?


Por Paulo Azevedo (@soupauloazevedo)


Como engajar uma plateia que já viu todo tipo de palestra e dinâmica?


Essa é uma pergunta que ouço muito no fim das minhas ações aqui na ComCultura. Seja quando ministro a palestra “Conexões”, o “+ Que MC” ou o “Roda +Que Viva” nas grandes empresas.


As pessoas acham que existe algum dom, alguma mágica, algum truque de palco para prender uma plateia que já viu de tudo. A verdade é menos mística e muito mais trabalhosa: o segredo está na preparação.


Engajar quem já assistiu a dezenas de palestras e participou de inúmeras dinâmicas é um desafio à parte. Essas pessoas chegam na defensiva, com a expectativa de que será “mais do mesmo”. Quebrar isso não se faz com carisma. Se faz com método e conteúdo.


Se você é uma liderança que precisa engajar um time ou uma plateia experiente, deixo aqui o que aprendi que faz a diferença.


1º - Pesquisar as pessoas antes do dia da ação:

Investigo uma a uma as pessoas que vão subir no palco e também parte da plateia. Dedico cerca de uma hora de estudo para cada integrante de um painel ou liderança. Quem está na sala percebe na hora a diferença entre alguém que estudou o contexto e alguém que chegou com um roteiro genérico.


2º - Buscar o que não está no briefing:

O briefing oficial conta o que a empresa quer. A escuta ativa revela o que o time realmente precisa. O segredo está sempre nas entrelinhas, no que ninguém disse em voz alta.


3º- Trazer as histórias do próprio público para dentro do conteúdo:

Ninguém resiste a se ver reconhecido. Quando a pessoa percebe que sua trajetória virou parte da narrativa, a armadura cai. Ela deixa de ser plateia e vira protagonista.


4º - Estudar para ter a liberdade de improvisar:

Aprendi no teatro que a técnica serve para que o espectador não perceba o esforço por trás da cena. Quanto mais preparado estou, mais espontâneo eu posso ser, porque o roteiro está internalizado. Assim, sobra atenção para o que importa: as pessoas.


E o ponto mais importante: tratar cada grupo como único. O que prende uma plateia experiente é justamente perceber que aquilo foi feito sob medida para ela, e não reaproveitado de outro evento.


Sempre digo para as lideranças de RH e Marketing que contratam minhas ações: conexão não é talento. É uma preparação invisível. O que parece espontâneo no palco é, na verdade, horas de dedicação que ninguém vê.


Me diz: você acredita que prender a atenção de um grupo é dom ou preparo?


 
 
 

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