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Conexão é a chave na pluralidade

Por Paulo Azevedo (@soupauloazevedo)


Quando realizo uma ação com um time, o meu olhar é sobre pessoas, em toda sua pluralidade. E, como sabemos, pluralidade é sinônimo de lucro, não só financeiro, como na construção de soluções conectadas com as diversas realidades das pessoas.


Cada vez mais, entro em salas com 3 ou 4 gerações juntas: Baby Boomers, Gen X, Millennials e Gen Z em um mesmo time! Nesses ambientes, o conflito geracional raramente é sobre idade. É sobre expectativas diferentes de comunicação, autonomia e feedback.


O que parece 'falta de comprometimento' da Gen Z, na maioria dos casos, é a falta de clareza da liderança. Nesse contexto, a comunicação é a chave. O líder que entende isso se atualiza sobre o futuro das relações no trabalho e começa a adaptar a conversa entre as diferentes gerações.


Não é raro ouvir nas reuniões de briefing que a falta de escuta e abertura, ambas fundamentais para qualquer diálogo, é a principal razão. Parte disso vem de ideias preconcebidas de como deve ser a relação com e no trabalho. A saída que eu vejo? Abrir espaços para conversa exige coragem e compromisso. Por exemplo, entender que team buildings e onboardings são ferramentas potentes na gestão de conflitos que impactam a produtividade, mais que preencher uma agenda com recreação. Além disso, alinhar a cultura é parte do desenho estratégico dos negócios e metas.


Foram inúmeras as ações que conduzi aqui na ComCultura ao longo dos anos que revelaram formas mais efetivas de gerenciamento das relações entre diferentes gerações. Uma delas foi o ato de criar um ambiente no qual cada um pode expressar seus anseios, desafios e desejos, abrindo caminho para a realização da meta comum. Quando um time tem claro o caminho a seguir e como trilhar os passos, facilita (e muito!) a gestão.


Entre os benefícios, se destacam a redução significativa dos custos para as empresas e o aprofundamento do senso de pertencimento, que diminui a rotatividade (e aumenta os custos de recrutamento e treinamento).


Aliás, se você é um líder ou quer se tornar um, é preciso entender a gestão de pessoas como parte fundamental dos negócios. Quanto mais alta sua posição, maior a responsabilidade de buscar se conectar com as realidades das pessoas.


Na minha carreira, sendo dirigido em tantas frentes, como no teatro, no cinema e na TV, guardo com admiração os líderes que contribuíram para quem sou hoje. Percebo claramente que o bom profissional, seja em qual área ou posição, é aquele que tem consciência sobre o impacto das relações e o quanto cada geração pode contribuir com sua visão sobre o trabalho para o bom resultado do todo. Afinal, diálogos constroem histórias.



📸 por FLAVIO TEPERMAN

 
 
 

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