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IA e a aposta na humanização


Por Paulo Azevedo (@soupauloazevedo)


A inteligência artificial chegou para ficar, mas onde fica a humanização do seu time nesse cenário?


A resposta que o mercado está descobrindo na prática é incômoda para quem apostou tudo apenas na tecnologia. 


Todo dia vejo o que “sobra” dessa era tecnológica é exatamente o que a máquina não faz: escutar, perceber o que não foi dito, construir confiança sob pressão e criar sentido coletivo onde existe apenas um grupo de indivíduos eficientes.


Até o ano passado, o Fórum Econômico Mundial projetou que mais de 85 milhões de funções seriam transformadas pela automação. Ao mesmo tempo, o FEM apontou que as habilidades mais demandadas nos próximos anos são: adaptabilidade, pensamento crítico, liderança e inteligência emocional. 


Não é coincidência. Quanto mais a máquina assume o operacional, mais o humano precisa dominar o que a tecnologia não alcança.


É comum ler nos briefings que a empresa "investiu em tecnologia" e que, agora, o time "precisa performar mais". O que raramente aparece nessa conversa é o investimento equivalente no pilar que sustenta essa performance: a qualidade das relações humanas.


Vivenciei isso de perto. Em 16 anos de ações com times, entrei em organizações com processos impecáveis e tecnologia de ponta, mas equipes que travavam na colaboração porque as pessoas mal se conheciam de verdade. A ferramenta estava lá; o vínculo, não.


#IA não lê silêncios. Ela não identifica a tensão que existe entre dois líderes antes de uma reunião importante. Não percebe quando alguém está presente fisicamente, mas ausente emocionalmente. Não constrói a confiança que faz um time se arriscar junto.


Esse espaço ainda é exclusivamente humano. E é nele que a #liderança do futuro vai se diferenciar: não pelo domínio da ferramenta, e sim pelo domínio da presença.


Na sua empresa, a tecnologia avançou e a liderança acompanhou no mesmo ritmo?

 
 
 

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